Visitinha
Gente, vim aqui em busca de uns textos mais antigos, peguei este atalho, e estou encantada. Está sendo como arrumar a gaveta das vestes de festa, aquelas coisas belas e raras que a gente só vê, bem de vez em quando. Deu uma saudade de mim!!!! Beijos
Escrito por Eliane Ratier às 18h17
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Mudança de endereço
Amigos, estou mudando de endereço. Visitem a nova página http://elianeratier.blogspot.com e me desejem sorte com a mesma.
Escrito por Eliane Ratier às 07h59
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Notícias poéticas, julho de 2010
Notícias Poéticas- julho de 2010 Necessito de férias. Amigos, é findo o primeiro semestre. A faina nem foi tão mortal assim. Não me tornei em cacos. As conquistas e vitórias ainda ecoam sonoras, brilham na memória acendendo sorrisos de gozo. Atenção, nem falo da seleção. Assunto esgotante/esgotado dando lugar à outro assunto passional , a política nacional. Sobraram sim alguns não feitos que podem ir para a conta do passado. O que interessa agora são as palavras frescas que sairão boca afora, as atitudes renovadas pelo que se viveu e aprendeu, a prática da mudança que já se fez dentro. Não há boa intenção que sobreviva sem ação. Meu corpo pede a trégua, que não virá para mim, mas que desejo para vocês. Manterei aceso meu olhar de novidade e atento meu espírito vivenciador, para que ao final do mês eu tenha, mesmo que sem férias, podido descobrir uma nova flor no meu caminho, uma outra cor no meu dia, sob a advertência dos Ipês floridos, que gritam sua presença de encanto e beleza. Perceber os Ipês é obrigatório. Bom julho para vocês. Férias de inverno O corpo pede a preguiça Sol alto em manhãs tardias Amarrotados lençóis Enroscando meias perdidas As barras das calças pedem o orvalho Úmido segredo das matas, dos pastos Verde assoalho Contra o azul solar Brotam nos pés, asas Ganham estradas Afundam areias Chapinham águas Viaja meu pensar Nalguma boa história de livro De filme, de sonho Descompromisso O corpo sorri Corando bochechas Brilhando os olhos e os cabelos Vestindo a alma leve de ingênuo menino Um menino Que tem a vida pela frente E não sabe Que tem tempo E não sabe Que tem saúde E não sabe Que vive em felicidade E nem sabe... Eliane Ratier, julho de 2010
Escrito por Eliane Ratier às 10h26
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Clube de leitura- Fernando Pessoa
Amigos, a Fundação Palavra Mágica oferece a oportunidade de formação de clubes de leitura. Funciona assim: a Fundação cede os livros para que um grupo de pessoas, que os leem e se reúnem, uma vez ao mes, para trocar impressões sobre suas leituras. Eu coordeno o clube de poesia que se reúne na sede da instituição, ás terceiras terças feiras de cada mes, às 19 horas. Estamos lendo Fernando Pessoa e seus heterônimos, tarefa hercúlea e, na mesma medida, enriquecedora e prazerosa. No mes passado lemos Alberto Caeiro. " Deste modo ou daquele modo, Conforme calha ou não calha, Podendo às vezes dizer o que penso, E outras vezes dizendo-o mal e com misturas, Vou escrevendo os meus versos sem querer, Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos, Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse Como dar-me o sol de fora." Agora estamos lendo Ricardo Reis: "Deixa passar o vento, Sem lhe perguntar nada. Seu sentido é apenas Ser o vento que passa..." E assim vamos descobrindo este Pessoa, único em sua multiplicidade. Quem quiser se juntar à nós, apareça...
Escrito por Eliane Ratier às 17h52
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Cazuza, Vinícius e Bossa Nova
Julho foi marcado por perdas e ganhos. Vinícius de Moraes se foi há 30 anos em um 9 de julho, falarei dele com exclusividade em outra ocasião, e Cazuza, nosso poeta do rock, eterno menino, se foi há 20 anos, também em julho. E não é que , como quem atende á um chamado, o produtor musical Ezequiel Neves, que lançou Cazuza e com ele trabalhou, morre neste último dia 07 de julho, o mesmo dia da morte do cantor. Vasculhar o repertório de Cazuza é encontrar poesia , retrato de época e costumes ainda contemporâneos. Dele , para nos recordarmos, deixo uma das letras. Codinome Beija-Flor Cazuza Composição: Cazuza / Ezequiel Neves / Reinaldo Arias Pra que mentir Fingir que perdoou Tentar ficar amigos sem rancor A emoção acabou Que coincidência é o amor A nossa música nunca mais tocou... Pra que usar de tanta educação Pra destilar terceiras intenções Desperdiçando o meu mel Devagarzinho, flor em flor Entre os meus inimigos, beija-flor Eu protegi o teu nome por amor Em um codinome, Beija-flor Não responda nunca, meu amor Pra qualquer um na rua, Beija-flor Que só eu que podia Dentro da tua orelha fria Dizer segredos de liquidificador Você sonhava acordada Um jeito de não sentir dor Prendia o choro e aguava o bom do amor Prendia o choro e aguava o bom do amor Mas como a vida continua, apesar do futebol,ok já falei sobre isso, comemoramos também o nascimento da Bossa Nova, há 52 anos atrás, com a gravação de “Chega de Saudade”, letra de Vinícius, música de Tom e o violão de João Gilberto, na voz de Elizeth Cardoso. Chega de saudade João Gilberto Composição: Tom Jobim Vai minha tristeza e diz à ela Que sem ela não pode ser Diz-lhe numa prece que ela regresse Porque eu não posso mais sofrer Chega de saudade, a realidade é que sem ela Não há paz, não há beleza, é só tristeza E a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai Mas se ela voltar, se ela voltar Que coisa linda, que coisa louca Pois há menos peixinhos a nadar no mar Do que os beijinhos que eu darei na sua boca Dentro dos meus braços os abraços hão de ser milhões de abraços Apertado assim, colado assim, calado assim Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim Não quero mais esse negócio de você viver assim Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim Sempre há muito o que celebrar e um outro tanto para recordar, pagando tributos em forma de homenagens.
Escrito por Eliane Ratier às 12h09
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ainda em julho..., Massao Ohno, Roberto Piva
Bem, a copa acabou para nós, mas temos ainda muita diversão com a política, outra paixão nacional. Não quero que isso pareça um necrológio, não vindo de mim, que celebro a vida, mas quero registrar alguns fatos do nosso momento. Em junho faleceu Massao Ohno, famoso editor que acreditou e investiu na publicação de poesia, revelando anônimos em edições bem cuidadas. Indo à uma das palestras da "rodada do livro", que ocorreu durante a Feira do Livro, pude estar pertíssimo de dois dos mais importantes editores do país, Quartim de Moraes da Global, e Pedro da Leya, que falavam sobre seu trabalho selecionando material para publicação. Um dos assuntos foi sobre a dificuldade em publicar poesia, à começar pela avaliação, passando pelo entendimento e desaguando no consumo. Só uma equipe muito especializada se arrisca com a poesia. Por isso esta minha reverência à Massao Ohno. Quem não conheceu seu trabalho, é preciso que conheça. Sexta , dia 02 de julho, faleceu um destes poetas ditos “malditos” pela temática que abordam e pela sua maneira de fazer poesia com o suposto lixo e caos, e que veio à luz pelas mãos de Massao, Roberto Piva. Roberto Piva tinha como tema a cidade de São Paulo com toda sua face negra. Para que conheçamos, deixo um seu poema por aqui, este do seu primeiro livro, mas também vi um belo texto em "20 poemas com brócolis". Aproveitem. BOLETIM DO MUNDO MÁGICO
Meus pés sonham suspensos no Abismo minhas cicatrizes se rasgam na pança cristalina eu não tenho senão dois olhos vidrados e sou um órfão havia um fluxo de flores doentes nos subúrbios eu queria plantar um taco de snooker numa estrela fixa na porta do bar eu estou confuso como sempre mas as galerias do meu crânio não odeiam mais a batucada dos ossos colégios e carros fúnebres estão desertos pelas calçadas crescem longos delírios punhados de esqueletos são atirados no lixo eu penso nos escorpiões de ouro e estou contente os luminosos cantam nos telhados eu posso abrir os olhos para a lua aproveitar o medo das nuvens mas o céu roxo é uma visão suprema minha face empalidece com o álcool eu sou uma solidão nua amarrada a um poste fios telefônicos cruzam-se no meu esôfago nos pavimentos isolados meus amigos constróem um manequim fugitivo meus olhos cegam minha mente racha-se de encontro a uma calota minha alma desconjuntada passa rodando
Roberto Piva - Paranóia (1963)
Escrito por Eliane Ratier às 20h01
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sarau Paraler- noticias do , continuação
Oi, povo, demorei né? É a vida! Bem, vou falar um pouquinho sobre a participação afetuosa dos meus amigos escritores neste sarau, que foi especial. De pronto quis que todos participassem, então fiz um varal poético onde coloquei meus textos prediletos daqueles amigos dos quais tinha a felicidade de ter em mãos, uma publicação. Minha intenção foi a de disponibilizar para o público, uma pequena amostra da produção dos escritores, aguçando assim sua curiosidade. Eu amei! É no improviso mesmo, mas ficou lindinho. 
Os amigos que fizeram questão de participar me mandaram recadinhos prévios para reservar lugar. A grande surpresa ficou por conta do Tórtoro, que apareceu lá com suas alunas do Anchieta, para dividir conosco os resultados promissores de seu trabalho junto à escola. Tórtoro trouxe a jovem Amanda, vencedora do concurso da Feira do Livro em sua categoria, que nos encantou com a leitura de seu trabalho vencedor. Um texto pleno de humor e juventude, que despertou o riso da platéia aquecendo e iluminando o ambiente. Uma fofa! 
E eu ainda tive de ouvir de seus lábios, olhos marejados, que o prêmio indicava-lhe uma carreira, a de escritora. Que os anjos passem e digam "amém". Mais duas meninas leram seus textos que constam de um recente lançamento alusivo ao aniversário do colégio. Parabéns Tórtoro, pelo trabalho. Tuas sementes caem em solo fértil, já florescem lindas. Dr Nelson Jacintho, chegou correndo do hospital ( ele é médico além de escritor ou seria escritor além de médico?) para dar o seu recado e relembrar os bons momentos de destaque que a Feira proporcionou ao escritor de Ribeirão Preto, e do qual participamos juntos, eu como mediadora estreante, no auditório do Palace. O Dr Ferriani também falou de sua participação na Feira e leu um de seus poemas, que tomo por meu, pois se refere ao dia de meu aniversário, pertencente ao seu primeiro livro. Primeiro de muitos, creio. Vida longa! Cecília Figueiredo, na sua presença gentil e delicada, enfeitou a noite dizendo-se representante de todos ao estar no projeto "Nossa Aldeia", que colocou o texto dos autores de Ribeirão na boca de atores do Rio, para deleite geral. Deu-me a oportunidade de ler um trecho de seu livro " A Casa da Instabilidade", que mescla prosa e poesia, num passeio pelos sentimentos de Cecília, que se encontram à cada esquina com os nossos próprios, para um cumprimento rápido ou um longo bate papo. Mara Senna leu um de seus poemas e falou sobre como é bom receber os escritores neste nosso serviço de madrinhagem. Nelly ganhou presente no sorteio da Paraler e nos mostrou seu novo livro " Velha, eu?", que vem acompanhado de um cd com exercícios de relaxamento. É Nelly inventando e se reinventando. Mas, a sua mensagem sobre a Feira é que me pareceu bem importante. Nelly disse que, este ano, se ateve mais às palestras, pouco ficando no estande dos autores para divulgar o seu trabalho. Confessou-se feliz por toda troca e aprendizado que os encontros proporcionaram. Está aí, ao meu ver, o grande mérito da Feira, o de enriquecer-nos. Leda Pereira da UEI, mostrou a nova antologia da casa e chamou o público interessado para as oficinas literárias que são lá, ministradas. A cereja do bolo, ao menos do meu bolo, foi a Regina Batista. Gente, a Regina é uma escritora talentosa mas muito tímida, tanto que eu fiz a leitura de seu texto sem perguntar primeiro se ela queria fazê-lo. Qual não foi a minha surpresa quando ela me pediu a palavra e tomou do microfone com uma coragem nunca vista. E aí eu ganhei o presente da noite, sem sorteio, sem data especial, só porque sim. Regina fez um agradecimento público ao meu envolvimento com o trabalho relacionado aos autores. Nem uma estátua em praça pública, nem virar nome de rua, teriam o valor das palavras de Regina, primeiro porque vinham dela, e depois pela lembrança do feito, que é feito porque é no que acredito e ao ver as oportunidades não consigo me manter parada. Regina, obrigada por enfeitar a noite, como uma renda, delicada e sincera. Beijo 
Muitos outros escritores e amigos estiveram presentes e eu sou grata por isso. É assim que se fazem os momentos inesquecíveis. Com amor me despeço e digo um até breve.
Escrito por Eliane Ratier às 09h32
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Sarau Paraler- notícias do
Não costumo dar muitas notícias deste evento, mas hoje inauguro uma nova fase onde, quem sabe, possa partilhar com voces o que acontece por lá e assim prolongar a boa sensação que o sarau me traz. Deixo uma imagem só para instigar vossa curiosidade. Tem mais no orkut Eliane Ratier 
Desta vez aconteceu assim: Agradecimentos, agradecer é a praxe, e a funçaõ, pois sem quem nos apoie não há festa. Agradeço sempre à Marylene da Paraler , pela gentileza na cessão do espaço para o nosso encontro, e aos funcionários, Rita, Marcos, Luisa, e todos que estão sempre prontos à ajudar. O sarau é uma espécie de show de uma pessoa só. Sou sózinha para apresentar, fotografar, por o som , etc..., sem reclamação, só constatação por isso a ajuda é essencial. Nesta Feira do Livro participei de um evento que se chamou a "rodada do livro" onde editores discutiram os caminhos da publicação e abriram para a platéia a cortina de seus escritórios para que víssemos o que acontecia lá dentro. E foi aí que descobri várias coisas, dentre elas, que as editoras compram espaço nas livrarias para expor seus livros em destaque,seja nas mesas ou nas vitrines, apesar que isso eu já meio que sabia. Frisei junto aos amigos a importância da atitude da Paraler ao abrir as portas da livraria à nós, escritores de Ribeirão Preto, tendo uma estante exclusiva para a produção local e disponibilizando espaço para lançamentos. É preciso ensinar á olhar para que o devido valor seja dado. Agradeço ao público, sem eles o sarau não teria o propósito. O sarau é para o público, seja ele qual for, colegas de ofício, interessados, ou fãs, como foi o caso desta vez, onde Roberta Galvão trouxe um fiel séquito disposto à aplaudir. Os colegas escritores se fizeram presentes e participantes, a imprensa apareceu em peso , os amigos que se tornaram habitués, os inéditos apesar de próximos. Gente boa, da melhor qualidade, que veio ali para usufruir de arte, literatura, música e protagonizar belos encontros. Roberta Galvão, nossa atração musical da noite , é um caso a parte. Quando nos conhecemos , alguns saraus atrás, nos admiramos mutuamente e desde então havia o desejo de estarmos juntas neste evento. Parecia que naõ havia caminho. Nós mal nos conhecíamos. Foi pelas maõs de Liliana, uma amiga em comum, produtora, entre outras coisas, que Roberta chegou ao sarau. Chegou e arrasou com sua voz grave, sua bossa e sua verve de artista que dança, canta, conta estórias, ri, toma café, e vai ali pertinho do público, dar o seu recado. E que recado! Amamos! E a turma que a acompanhava! Meninos, que gente boa! Alessandro no violão , um compositor, um quê de Djavan no seu cantar. Alessandro nos brindou com uma composiçaõ sua sobre poesia de Nicolas Guto , um nosso colega escritor, e foi mágico. Evandro Bernardino no sax, trazendo todo requinte que só este instrumento traz. Larissa Nalini, uma jovem multiinstrumentista encantadora. Juntos os tres protagonizaram uma jam session que nos deixou de pernas bambas. De onde estes sairam tem mais , muito mais, esperando para vir à tona, sair da toca, quebrar a casca do ovo. Roberta nos contou como foi estar no palco da explanada abrindo o show de Nana Caymi, reforçando em nós a percepção da Feira como um evento enriquecedor para todos os segmentos. Participaram ainda do nosso sarau com seu envolviemnto e carinho peculiares, os "Amigos da Fotografia", que nos trouxeram cds com as imagens da festa registradas pelas suas lentes. Egente, como estávamos felizes lá! Nossos olhos brilhavam. Elza Rossato, com sua gentileza e Guilherme convocado, sem direito á negativas, para ajudar-me, junto com uma turminha que clicava sem parar, foram o tempero da noite, a cereja do bolo. À eles e á todos meus sinceros agradecimentos. Texto do Sarau Amigos, passou Santo Antônio, passou o aniversário de Ribeirão, passou São João e São Pedro e nós ficamos envolvidos na Feira do Livro, evento máximo para nós artistas da palavra. Nem tudo foram flores, mas confesso que vivi bons e raros momentos como cicerone, como mediadora, e principalmente como ouvinte e participante dos eventos, tão ricos e variados. Não pude aproveitar tudo, era um tudo muito, havia o trabalho formal, que não pôde ser deixado de lado, e algumas questões de urgências familiares, mas de tudo que vivi trago marcas. Lágrimas de emoção derramadas em momento de lirismo ou plena identificação durante as palestras e apresentações , sorrisos que não me abandonam quando vem a lembrança dos encontros, suspiros de esperança pelo futuro. A Feira do Livro traz para nós o mundo, na sua temática, nos autores homenageados, naqueles que vieram à Ribeirão partilhar conosco suas andanças, suas experiências, satisfazendo nossa curiosidade e nos enriquecendo de humanidade. Também para eles o momento é especial, nos esforçamos para isso, para recebe-los bem, para divulgar seus trabalhos e chamar o público para os eventos. A paga é a maneira como somos tratados pelos artistas que aqui vêm, com simpatia e disponibilidade. E é este pensamento que me moveu à realizar este sarau dos autores, onde estamos para partilharmos nossas experiências e vivências e divulgar um pouquinho da nossa arte. Continua...
Escrito por Eliane Ratier às 15h22
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Sarau Paraler- 06 de julho
| _____________________________________________________ | Henrique Silva
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Escrito por Eliane Ratier às 18h46
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Chez Jair
Minha amiguinha, Jair, organiza um bazar em sua casa e nos recebe cheia de mimos. Sábado foi minha primeira vez, em um destes eventos. A casa de Jair não me é inédita, mas estou sempre passando por ali à trabalho. Nós duas no lufa lufa, no afã cotidiano, sem o tempo da demora, o tempo do jogado fora. Desta vez fui até lá para apreciar o bazar e aproveitar do presente que Jair proporciona à quem a visita. Ainda não falarei da casa, esta merece um capítulo à parte. Falarei do que estava exposto, da arte em tecido, composições intencionais de estampas, coisa antiga, coisa nova, coisa recém inventada. Falarei das àrvores de papel machê de Vera. Cada uma com sua característica própria, todas elas com o perfume de vera. Deixarei-os boquiabertos ao saberem que tivemos aula e palestra sobre origami, num encanto de gestos, num desafio de habilidades, num presente de cultura e ainda pudemos adquirir alguma amostra desta arte de inúmeros significados, rara e intrigante beleza. Deixarei-os com àgua na boca pelo pão de queijo saindo quente, acompanhado de refrigerante, ou pelo bolo branco servido com chá. Lamento pelos seus ouvidos que perderam a seleção musical feita pelo Danilo e por seus olhos que não testemunharam a felicidade da menina Jair cercada dos amigos, filhos, netos, admiradores e fiéis seguidores, senhora de seu reino mágico. Ficarei à dever-me mais destes momentos, eu mereço, nós merecemos. Um beijo em Jair que mora no meu coração, órgão errante , sem endereço.
Escrito por Eliane Ratier às 14h14
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Festival de cinema de Ribeirão Preto
Amigos, bom dia Começo meu texto de hoje mandando beijos de agradecimento para Edgar e Mônica, da SP Film Comission, pelo convite para a abertura do Festival de Cinema de Ribeirão Preto, que se deu ontem 24 de junho ( são João), no Cinemark. www.saopaulofilmcomission.org.br Comidinhas e bebidinhas em excelente companhia antecederam o Oscar de melhor filme estrangeiro, O Segredo dos teus Olhos, argentino. Se tem uma coisa que brasileiro precisa aprender com argentino é a fazer cinema. Bom triller de suspense, pero sin perder la ternura, romance, planos fechadíssimos, tomadas instigantes e inusitadas, o cinema europeu abaixo da linha do equador. Bom ver meus amigos da Feira do Livro, que após 10 dias de convivência intensa, já começavam á fazer saudades. Bom encontrar outro povo, aquele que te enche o coração de ternura, pois tem uma estória amarrada á sua. Bom poder desfilar a filha que nunca está , pois mora em SP. Bom o marido ir. Bom programa. Obrigada
Escrito por Eliane Ratier às 09h56
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Concurso da Infra estrutura- premiação
Amigos, ontem, 22 de junho , foi a premiação do oitavo concurso de poesia da secretaria de infra estrutura do município. Participam deste concurso funcionários de todas as secretarias municipais, e parentes destes, sob o comando da Regina da infra estrutura. É minha quarta participação, e ontem fui classificada em primeiro lugar com o poema "Despedida", que deixo aqui para voces. DESPEDIDA Por muitas vezes ensaiei o adeus. Como numa tomada de filme, Repito a cena, Mudo a entonação. Acrescento ao discurso elogios e acusações, Como se tivesse a chance De usar da palavra. Suprimo as lágrimas. Tua recusa de mim, Põe em cheque minha validade. Seria tão boa assim? Ou apenas uma fraude. Acabei-me no cansaço da rotina No esforço diário, De reinventar-me Todo dia. Para manter a forma, Atualizar o conteúdo, Ser interessada, interessante, Moderna. Você me teve inteira, Agora me dou em parte. Faço um jogo de interesses, Peso as possibilidades. Verifico o saldo Da minha vida futura. Calculo o tempo Que me resta ao seu lado. Antegozo a folga Que este fim me dará. Tempo livre Para aproveitar. Desprendo-me de você, Faço um trabalho de desapego, Invento defeitos, Vejo teu lado negro. Acharei bom Quando acabar? Não vejo a hora. Maria Lúcia Cardoso e o sr Alcides formam a comissão julgadora. 
na foto, sr Alcides, Regina, o chefe de departametno, e Maria Lúcia Este concurso é muito importante para mim, pois foi o primeiro do qual participei e fui premiada em segundo lugar. Isto me serviu de incentivo para seguir em frente, publicando, me descobrindo, saindo da casca. Agradeço à incansável Regina, Nívea e à dedicadíssima Maria Lúcia, esta oportunidade de poder mostrar minha arte. 
Eliane e Nívea Com o coração.
Escrito por Eliane Ratier às 20h00
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Feira do Livro, último dia, 20/06, vividos
Ai, gente, acabou... Eu sei que precisa acabar, mas ficou, assim, um gosto de "quero mais", um olhar perdido no rastro dos adeuses, o flash dos sorrisos. Restaram-nos como sempre, as palavras, nas dedicatórias dos livros, dentro dos ouvidos, transbordando da mente em fluxos de inspiração, algumas fotos atiçadoras de saudades e nosso desejo de fazer, ano que vem, outra bela festa. Eu digo fazer, porque a Feira é feita por cada um que lá passa, seja à passeio, à trabalho, no encalço de seus ídolos, à caça de conhecimentos. A Feira do Livro, sou eu, é você, somos todos. Bem deixe-me deixá-los à par do ocorrido. Não fui ao show do Roberto Carlos, mas só consegui chegar na Feira quase 9:30, perdendo a entrega do prêmio Ziraldo, mas alcançando a homenagem à Nádia no encerramento de sua exposição, organizada por Fatu Antunes, na sala dos espelhos do teatro Pedro II. Peguei a pose para a foto de toda a equipe da Fundação. Foi um belo e merecido momento. 
Aproveitei a ocasião para fazer a entrega da homenagem dos autores locais à Nádia Gotlib, com a ajuda de Heliana Palocci e Edgar. 
Logo depois foi a vez de Edwaldo Arantes, do Instituto do Livro, receber o presente dos autores locais, das minhas mãos e das mãos de Gilda Montans. 
Enquanto isso a orquestra fazia seu belo concerto no palco do teatro. Foi uma pena, não parar para ouví-los, mas o dia corria e havia ainda muito à ser feito. Perto de 11:30, aconteceu a entrega simbólica dos livros dos autores,autografados e doados à Fundaçaõ Feira do Livro, para sua biblioteca. Este é mais um ato de valorização do escritor de Ribeirão Preto, pelo qual agradeço em nome de todos. 
Saulo Gomes e Rosa Cosenza autografaram seus livros no momento da entrega. 
Findos os compromissos oficiais fui ter ao Acre, que ( que peninha!) já estava fechado. Era a hora de começar à recolher as tralhas, logo seria o jogo do Brasil que esvaziaria a praça e o pós jogo seria incerto. Ainda procurei uns Saramagos, esgotados por ocasião de sua morte. Deste mundo não sairão, ainda os terei, e os lerei reverente. Antes de deixar a Feira assisti á deliciosa apresentação do coro cênico Bossa Nossa, dei mais uns abraços e uns beijos já com sabor de despedida. 
Êda, Maris, Leda Fui almoçar, vi o jogo do Brasil e voltei para o fecho de ouro que foi a palestra de Ely Vietez e Walderez de Barros, no Nossa Aldeia. Uma delícia de conversa, de história de vida. Bela e merecida homenagem à Ely. Casa satisfatóriamente cheia. 
Quando acabou era mais do que hora de ir embora. Mas como ir sem cumprir o ritual do chopp no Pinguim. Bom, então foi assim que encerramos a Feira. Havia a batucada da escola de samba lá fora e a companhia amiga e carinhosa de Helô e Jair, à mesa do Pinguim. 
O Eduardo, marido da Helô veio nos resgatar na esquina do Palace. Estávamos ali, no caminho dos passantes, entre plumas e paetês das passistas da escola de samba. Minha despedida foi em forma de um abraço agradecido no Cláudio e um aceno breve de "até logo " para a Dalva, e é através deles que me despeço de cada pessoa da equipe que trabalhou na Feira, com minha gratidão e carinho. Foi por suas mãos que o inesquecível aconteceu. Abaixo dois bons momentos com essa gente boa. 
Magda, minha primeira e última monitora, e Lucyenne, a apresentadora de todos os eventos. Uau! 
Júnior, um dos super assistentes do estande dos autores locais. Bem amigos, obrigada pela companhia, breve colocarei todas as fotos no orkut Eliane Ratier e no Picasa, aí aviso voces. Beijos
Escrito por Eliane Ratier às 22h38
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Feira do Livro ontem 19/06 e hoje 20/06
Amigos, tem sido bom, tem sido ótimo, tem sido intenso, dominante, exclusivo e por isso peço perdão às comemorações paralelas. Não sobra cabeça para cantar Parabéns para esta minha terra querida Ribeirão. Terra que me ocupa o coração e da qual tenho orgulho embora por vezes me neguem a cidadania alegando que, como naõ fui aluna da Ely Vietez nem da Rosa Cosenza, não posso me dizer riberopretana. Pode uma coisa destas? Bem, amigos, ontem foi um dia maravilhoso na Feira que começou com a palestra do Ignácio de Loyola Brandão. Ele preenche o requisito básico do escritor, ser loquaz. Falou por quase duas horas e falaria por até sete, se possível fosse. E haja estória para contar, com graça, vivência e humanidade. Ignácio naõ é inédito em Ribeirão, já veio outras vezes, mas para mim, foi a primeira. Uma delícia de araraquarense. 
Depois da palestra iríamos fazer a entrega simbólica dos livros para a biblioteca da Fundação, mas não aconteceu por vários motivos, e para o bem, acredito. Há momentos que se faz necessário cuidar das energias. Esta ocasião alegre precisa estar cercada da boa energia de quem dá e recebe, pois o livro é um pedaço de quem escreve e pedaço de gente é gente e merece o respeito e o cuidado, sempre. A oportunidade se fará presente mas o tempo não foi perdido, houve encontro de amigos. 
Saulo Gomes, sua esposa Edna e Lucas Arantes As meninas musicistas pararam o público na frente do estande. Os acordeões mágicos de Gilda Montans e Meire Genaro. 
Meire Genaro e Gilda Montans entre a Silvia e a Jair Aproveitando a "folga" fui passear pela feira, comprar presentes para outros e para mim, encantar-me diante das prateleiras, enfim, curtir o evento. Gostei muito de tudo, falta-me visitar o Acre. Aproveitei para entregar mais um presente, em nome dos autores locais, para a patronesse, Marylene Barrachini, com a ajuda de Cláudio Bauso, este amigo querido. 
Meu almoço foi às 3 da tarde, um banquete inigualável de coca cola e pastel de queijo, antes de ir ver a turma do seão literário do Menalton. Ô gente boa! Eita trem bão dimais da conta, sô! Quase um monopólio mineiro. Não vou perder mais nenhum dos serões do Menalton. Templo da cidadania, últimas segundas do mês, 20 horas, á partir de agosto. 
Caio Porfírio, Carlos Herculano, Clóvis Bulcão, Menalton Braff, Nelson Oliveira, Luiz Ruffato, Grammont Escritores de uma simpatia cativante. Platéia vip, pouca gente como sempre, interessada, participante e encantada. Na saída ainda deu tempo de aproveitar um pouquinho da simpática e bem humorada Cláuda Tajes, fazer um ti-ti-ti com as amigas, conhecer pessoalmente endereços de emails, sim , por trás deles há pessoas, e parabenizar a Rosa Cosenza pelo projeto Nossa Aldeia. 
Carmen Cagno, Eliane, Cláudia Tajes, uma amiga de Semíramis Paterno, a própria e Silvia Bollinger Depois disso, minha filha, foi recolher minha amiga Jair e pegar o rumo de casa, pois que já era hora passada. Bommmmmmmmm! E HOJE, 20/06, tem mais _ 9:00 Lola AYbar no Meira Júnior - 10:30 Palmério Dória - 12:00 Bossa nossa - 18:00 Ely Vietez e Walderez de Barros no Pedro II E no meio disso tudo, o jogo do Brasil. Aproveitem, é o último dia.
Escrito por Eliane Ratier às 09h11
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Feira do Livro, 18 de junho, vividos
Meninos, levei um baita puxão de orelha do Sérgio Lago por ter comparecido só hoje , na última sessão da Rodada do Livro , que aconteceu, desde quarta feira, na ACI. Me expliquei com a velha desculpa do trabalho, que é bem real, considerando as circunstâncias, mas ele tinha razão. Perdi um belo evento. Hoje o bate papo foi com dois editores de peso, o Quartim, da Global e o Pedro, daLeya. Extremamente rica, a conversa foi quase particular, devido à quantidade de pessoas presentes e ao ambiente acolhedor onde foi realizada. Caminhos e descaminhos do livro num olhar profissional. Oportunidade rara de contato. 
na foto, Sérgio Lago, eu, Quartim e Pedro. Depois deste vislumbre do mundo editorial foi a vez do deslumbre com o mestre Mário Sérgio Cortella. Assisti á palestra, encantada , com um sorriso permanente no rosto, numa casa cheia de gente interessada. Cortella emocionou-me com sua estória que transforma adversidade em oportunidade. É uma pessoa inteligente, dono de um raciocínio rápido, cheio de humor, e capaz de abrir várias janelas de assuntos, retomar o fio e concluir a proposição inicial. Esta última característica, para mim, ainda inédita em alguém. Vontade de falar da palestra..., mas agora naõ vou conseguir, estou com sono, vou só postar a foto. 
Cortela foi presenteado com a camiseta dos autores locais que traz a frase de Gilberto Freyre que casa com seu pensamento e sua fala. A secretária da cultura, Adriana, mediadora da palestra, recebeu os agradecimentos dos autores locais. 
A presidente da Fundação Feira do Livro, Isabel de Farias, também recebeu os agradecimentos dos autores locais. 
Na foto, Isabel, Eliane e Mara Senna E, ai, queria ter a foto para mostrar-lhes, mas saindo agora pouco da Feira deixei o QG 2, o Pinguim, com o staff de escritores, dirigentes, mediadores, envolvidos no mais sério e produtivo debate sobre os rumos da literatura brasileira, quiça mundial, sob a influência do chopp gelado de Ribeirão. A festa, como deve ser, feliz. Beijo e até amanhã.
Escrito por Eliane Ratier às 23h12
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