Dança contemporânea
Olá , amigos,
Hoje vou falar sobre uma minha paixão, a dança.
Quinta feira passada, resolvi “por a cara para fora” e ir ver um espetáculo de dança contemporânea no Sesc.
“Botar a cara para fora” não é bem a expressão, na realidade não me permiti voltar para casa, com medo de ser sugada, como sempre, pelo sofá, e abduzida culposamente pela geladeira, então fiz um “non stop”, indo do trabalho para a yoga e de lá, para o programa.
O espetáculo da Stacato cia de dança, chamou-me a atenção por propor a união de duas áreas de meu grande interesse, literatura e dança, uma das coreografias inspirava-se em Augusto dos Anjos.
O grupo é formado por bailarinas jovens, muito talentosas, e possuidoras de excelente técnica.
O contemporâneo sempre foi uma modalidade inquietante para mim, e por vezes ainda é, mas quis o destino que eu tivesse aulas de contemporâneo, e assim tem sido há mais de um ano.
Tiago, meu professor dedicado e talentoso, transformou a inquietude numa prática prazerosa.
Já sou capaz de distinguir palavras nesta linguagem estranha, intensa e íntima, que o contemporâneo traz.
O fato da dança usar muito o chão também era um incômodo, não estamos habituados a estar no chão, não depois de adultos, profissionais respeitáveis e coisa e tal.
Digo-lhes: o chão é muito mais que o apoio, plataforma de saltos, ele acolhe, integra e chega a ser desejado quando dançamos.
Cheguei a sentir o gozo das bailarinas ao rolarem despudoradas no chão e ao levantarem-se, rosto emergindo das sombras, olhos fixos no coletivo da platéia, muda e respeitosa.
Na arte quem conhece analisa quem aprecia sente.
Saí de lá renovada e feliz, principalmente pelo encontro de pessoas que partilharam comigo o momento e o coloriram com suas presenças.
Mando beijos de gratidão para Benê, Tato e Walter(?, o professor de literatura), e para Davi e a turma linda que o rodeia.
Escrito por Eliane Ratier às 11h20
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