Bossa nova- 50 anos!
Olá, estivemos reunidos, neste sábado, 02 de agosto, num agradável café cultural na STB, sob a batuta de Matheus Gouvea. Comemoramos o aniversa´rio da bossa nova, com o Eduardo Junqueira ao violão, os Amigos da fotografia na imagem e eu fazendo leituras coloridas das deliciosas letras das músicas da época, que se fez eterna.
O texto que segue fez parte da apresentação. Ponha um cd para tocar e boa viagem.
As ondas que vejo no mar, refletem-se na calçada.
Copacabana!
Emblemática, símbolo carioca, em preto e branco, que era a cor dos retratos da época do nascimento desta jovem senhora, a Bossa Nova.
Rio cartão postal, berço da bossa, bossa velha, bossa nova, nossa bossa.
Do boteco da esquina, sobe simples melodia, coisa de fácil tocar, música que impregna.
As letras cantam você, menina dos quadris ondulantes, dos cabelos de sal, em cachos malemolentes, do semblante sorridente. Cantam o sol na paisagem, a areia que o vento coloca entre os dentes.
Garota de Ipanema, Wave, o barquinho.
No equilíbrio do banquinho, o bar, o violão, chop, tira gosto, ou o infindável wisky como nos ensinaram os eternos mestres. Vinícius, Tom, Toquinho, Francis Hime, Carlos Lyra, Edu Lobo.
Bossa nova é Brasil tipo exportação, é o jazz nacional, virou música universal.
Toca no barzinho, nos elevadores, nas festas de aniversário, na cidade, na favela, na praia, ou no cerrado. Toca no Canadá, em Tokyo, Roma, Londres, Nova York, Hollywood.
Toca Brasil pelo mundo.
Escrito por Eliane Ratier às 09h04
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Clarice Lispector, Marília Pêra
Queridos, devolvi o livro de Clarisse para a filha que vai prestar vestibular, com a seguinte recomendação: leia Clarisse como se ouvisse um concerto e não conhecesse música, deixe-se levar pelo sentimento, Clarisse ultrapassa entendimentos, Clarisse é sentimento.
Agora estou lendo a divina Marília Pêra, em Cartas para uma jovem atriz, e confesso que me é penoso largá-lo. Ouço-a à relatar os casos, vejo-a nos camarins, estudando textos, sinto o perfume de seus cabelos, admiro sua história, sua disciplina, irmano sentimentos e impressões. Marília perfunde suas verdades nas minhas veias, animando a atriz, e me sinto mais e melhor, ao reconhecer-me em gestos, gostos e hábitos.
Categoria: o que estou lendo
Escrito por Eliane Ratier às 19h04
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