Aos pais, agosto
Agosto
Dedico agosto aos pais, para fazê-los cientes da sua importância, para lembrar-lhes da responsabilidade do papel, para amá-los como devem ser amados.
Sei que o assunto não agrada a todos. Muitos têm problemas com seus pais, outros têm ódio deles, outros nem os conhecem, e para outros, ainda, ter pai é indiferente.
Pois eu digo que, de toda forma, pais são importantes. Digo isto a homens e mulheres, na esperança de que se convençam, de que um filho precisa de pai e mãe, e de avós, e primos, e tios que o amem, para que ele possa ser um pai, uma mãe, um avô, um irmão, um primo, um tio, que sabe amar.
E, se você não teve, ou não tem o pai que deseja , seja de alguma forma este pai, mesmo que não tenha filhos. E perdoe, porque somos todos humanos, portanto imperfeitos. Este pai, que não te foi à contento, talvez nem soubesse que pudesse ser um pai assim. Assim, teu pai.
Pai
Pai, és tão necessário
Que nem pressentes.
És responsável
Mesmo ausente.
És amado e desejado,
Como um presente.
És tu pai, que ensinas o brinquedo,
És tu o verdadeiro companheiro,
Ri, pula, faz folguedo,
Brinca o menino que és,
Mesmo com a fronte embranquecida,
E os joelhos dobrados pelo tempo.
És tu pai, que ensina a proteção,
Diz o “sim”, quando o mundo diz “não”,
Fareja os perigos e estende a mão.
És de confiança,
Herói em ação,
Dia e noite, vigilante,
Vinte e quatro horas de plantão.
És tu pai, que ensina o amor,
É preciso amar, para aceitar ser pai.
Não é natural do guerreiro,
Que provê o sustento, trabalha e luta,
A ternura do abraço, o sorriso largo,
O beijo na face, o toque delicado.
O filho pede,
O homem dá
Porque descobre que ser pai
É uma grande aventura,
Um prêmio da vida,
Uma lição de amor
Ensinada e aprendida,
Todos os dias.
É preciso uma criança, um herói e muito amor para que se faça um pai.
Escrito por Eliane Ratier às 18h21
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