Juventude tem concerto- a princesa Saori
Haja lencinhos de papel!
Foi assim. Eu perdi o concerto de gala na noite de sábado , então resolvi ir ao concerto na manhã de domingo,curiosa para ver os solistas japoneses. Gente que atravessou o mundo para vir tocar aqui.
O programa foi belíssimo,o que eu não esperava era que os solistas fossem... crianças!!!!
Mas como? Crianças e jovens tocando como gente grande, peças longas e complexas, de cor, e com técnica.
Quando a japonesinha Saori, entrou no palco com seu vestido vermelho de princesa,rendi minha homenagem curvando meu ser imaginário à seus pés.
Ela, muito séria e compenetrada, executou uma peça longa e de cor. Suas pequenas mãos á correr o teclado, em inacreditáveis acordes.Sentada na ponta do banco, levantava-se com frequencia para alcançar ora o pedal, ora os extremos do teclado.
Inútil dizer que a surpresa resultou em pranto,emoçaõ pura vertendo pela esforço prazeroso da pequena, pela dedicação orgulhosa de seu mestre, brasileiro, amigo do nosso maestro, o elo que explica atravessar o mundo para vir tocar aqui, em Ribeirão.
Agradecida, tomo isso como um presente feito por amizade, e proveitoso á todos que foram marcados pela figura inesquecível da "princesa" Saori.
Escrito por Eliane Ratier às 22h38
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Café cultural STB- Protegendo o meio ambiente-Oração
O STB, na simpática pessoa de Matheus, promoveu neste sábado 06 de setembro, mais um café cultural. Desta vez o tema foi a proteção do meio ambiente, afinal a Terra é a casa de todos nós, está mais do que na hora de tomarmos alguma atitude à favor do planeta.
O Eduardo Junqueira tocou sua agradável música falando de natureza, amor, paz, tudo num super alto astral.
As fotos dos amigos da fotografia enfeitavaam o lugar, junto a um trabalho em macro, sobre flores, organizado pela Immaginare.
Tinha semente, tinha plantinha, e dicas de pequenas mudanças de atitude que podem resultar em grandes ganhos em qualidade de vida.
Vale lembrar aqui os quatro erres: Reduzir o consumo; Reutilizar objetos e embalagens; Reaproveitar objetos e embalagens em outras funçoes; Reciclar.
Ah, eu? Bom eu li meu poema oração, que foi feito sob a inspiração das belas imagens do Google Earth, onde se vê a terra do espaço, e que vou deixar aqui para voces. Li também nosso poeta amazonense Thiago de Melo, e sua Declaração dos Direitos do Homem, que é de rara beleza e verdade.
ORAÇÃO
Neste planeta de nome Terra,
Todos os mares negros, vermelhos, cáspios,
Mortos, mediterrâneos, do norte,
Oceanos atlânticos, pacíficos, índicos, árticos,
Toda água que corre rio, lago, cachoeira,
Lava, refresca, sacia.
Todas as plataformas intercontinentais,
Todos os continentes americanos,
Asiáticos, europeus,
Áfricas, oceanias,
Montanhas, vales, alpes, planícies,
Solos arenosos, vulcânicos,
Barros, pântanos, desertos,
Férteis ou áridos,
Sustentam as raízes e os pés
Do que vive.
Matas, florestas, gramas do jardim,
Verde que mata a fome, renova a terra,
Enfeita, refresca e revitaliza o ar.
Toda vida que pulsa,
Nada, rasteja , anda e pula,
Toda lonjura, grandeza e diversidade de seu território,
Tudo,
Rola como grão de areia
No universo infindo.
Iluminado pelo sol,
Pela lua regido.
Linda,
Vista assim de longe,
Das alturas dos satélites,
Em órbitas tecnológicas,
Contrasta toda azul contra o negro céu,
Ostenta sua superfície rendada,
Em seus relevos rebordada,
Por faiscante pedraria.
Luzes das grandes cidades,
Mais brilhantes onde os homens agem,
Raras onde a natureza impera,
Numa quase imitação das estrelas,
Que se avista da Terra.
Embora nos abrigue, seres humanos,
Em quase incontável número,
Somos pequena parte de um todo
Interdependente complexo de vida,
Água, ar, terra, fogo,
Sob a ânima divina.
Pisa o homem o seu solo, sem pudores,
Modifica o seu destino,
Esgota, extingue, polui,
Usa e abusa dos seus recursos,
Age como dono,
Sendo depositário.
Na entrega do tesouro,
Terá de dar conta dos reparos,
Algo ainda pode ser feito,
Para diminuir os estragos.
A restauração não será completa,
O original já se perdeu,
Mas urge que se limite o dano.
O mais evoluído dentre os seres que habitam,
Este planeta-casa,
Ficou destituído de juízo.
É chegado o fim da cegueira,
Hora de compensar o prejuízo,
Refletir sobre os atos
Que a todos atingem,
Aqui, ao longe, ao lado, além.
Saber que o futuro trará,
Como resposta, a colheita
Do que se planta hoje.
A natureza em eco alerta
Sobre o sistema escolhido
Para defender o elo
Que une todos os seres vivos.
É hora de proteger, restaurar, guardar,
O vital, delicado, frágil,
Perfeito e belo, ecossistema.
É hora de salvar o planeta.
Deixemos o ar limpo,
Respirável,
A água potável,
O solo fértil e firme,
Para que a vida continue
Neste planeta multicor.
Em nome dos pais,
Em nome dos filhos,
A favor dos netos,
Como herança aos bisnetos
E aos filhos destes,
Amém.
Escrito por Eliane Ratier às 22h35
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Companhia São Paulo de Dança- Yoshi Suzuki
Já que os políticos e governantes vão gastar nosso dinheiro, que o façam bem feito. A Companhia São Paulo de Dança é um exemplo de dinheiro bem aplicado. Aplicado em arte. Aplicado em profissionais apaixonados por sua arte. Aplicado na divulgação e no conhecimento do trabalho desta gente.
Foi com extremo prazer e algum pesar, que assisti à palestra que a Companhia ofereceu aos profissonais e interessados em dança. Prazer, por ter sido tão bem recebida , ter sido presenteada com um excelente material didático, estar na presença de especialistas e ter a oportunidade de aprender.Pesar, porque o evento não estava cheio, como merecia estar.
Fiquei encantada com o novo conhecimento, imagina, eu, desde os 4 anos na dança, não ter a mínima noção sobre a história desta, o que foi o tema da palestra.
Na sexta fui ao espetáculo, ansiosa para ver na prática o prometido, ansiosa para ver o amigo brilhar sua luz entre os grandes.
Sim, lá estava ele, Yoshi, não mais o menino. Um Yoshi crescido em técnica, espalhando seu talento pelo palco, contratado de uma companhia importante. Um Yoshi que carrega consigo um pedaço da nossa história, uma foto do início, um cúmplice sorriso, um prazer de encontro. MORRI de orgulho, como se ele fosse meu, e acho que de certa forma é, pois partilhamos momentos inesquecíveis.
Mas vamos ao espetáculo. Gostei muito, a trilha sonora de Bach é inspiradora, a técnica do balé é impecável, e a criatividade das telas, em efeitos de espelhos, das paredes móveis, das projeções, junto à simplicidade do figurino, nos mostram que efeitos especiais são desnecessários, o real é incrivelmente belo, verdadeiro, e factível, não é ficção, é possível.
À cia, vida longa e sucesso.
Escrito por Eliane Ratier às 22h11
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