Martha Graham- Memória do Sangue

   Ler biografias dos grandes mestres das artes, é estar de certa forma presente na concepção de sua obra, é entender o contexto que explica, ou que apesar dele, e de toda informação, ainda mantém a arte mergulhada no mistério do sentir, inexplicável.

 Neste caso Martha Graham, uma bailarina,artista fiel ao seu ser, revolucionária como revolucionários foram seus contemporâneos dos áureos 30, 40, período histórico permeado pelas grandes guerras mundiais, narra sua história passada, sob ponto de vista atual, num resgate sentimental e racional de sua arte, ciente da sua importância no panorama da dança, e das mudanças irrevessíveis que provocou.

  Se hoje dançamos assim o balé moderno ou o contemporâneo, é por causa de Martha.

 O livro não é novo. Traz fotos de seu acervo, algumas onde ela aparece só, outras bem acompanhada por renomados artistas, tendo em comum o olhar mútuo de felicidade e admiração.

 Penso que sua arte pôde desabrochar porque ela teve o apoio e aceitação da família desde a infância.

  Amei saber mais sobre esta fortaleza feminina, rica em intuição e coragem.