Ricardo Silvestrin

Eliane e Ricardo Silvestrin

 

Ser a madrinha de Ricardo Silvestrin, durante a Feira do Livro, foi um privilégio.

Ricardo é jovem, e quando falo isso tenho pudores, pois somos da mesma idade, e igualmente jovens nas idéias, nas falas, nas inquietações, no entusiasmo, nas experimentações.

Diferimos em alguns gostos, ele gosta de futebol e cerveja preta, eu prefiro cerveja clara e moda.

Ricardo é de Porto Alegre e passou pela maratona de acordar às 5 da manhã, pegar vôo às 7, chegar em SP às 8, esperar até às 11 para embarcar para Ribs e desembarcar na Feira do Livro de Ribeirão Preto, recepcionado pelo infalível calor da terrinha.

Ele escreve poesia para adultos e crianças, escreve em jornais, e recém lançou de livro de contos “Play”, além de tocar, cantar, compor para a sua banda estradeira, “Os PoETs”, e manter um programa de rádio e cadeira de professor na universidade.

Ricardo não gosta muito que se referencie sua proximidade com a publicidade, onde trabalhava oficialmente, até bem pouco tempo, o que eu entendo, também tenho um lado que acho que não combina com a função, mas a influência em sua obra é inegável.

Seus poemas são sintéticos, de títulos convidativos, sua fala é direta, ah, e há haicais, há humor.

Com ele tive a segunda aula de prática literária, ali no calçadão da Álvares Cabral, em frente ao Pingüim, baseado em seus comentários sobre meu trabalho. Um luxo!

Em sua palestra contou de sua trajetória e estratégias que podem ser um caminho interessante e que interessou, principalmente a turma dos autores locais, que levantou as orelhas e prestou atenção nas idéias e possibilidades.

De sua fala:

- eu- linguagem do namorado

- tu- propaganda

- ele – fala de alguma coisa

- criar é fazer algo estranho

-poesia na fala, na escrita, no desenho da palavra

- letra de música combina com a música, feita para ser cantada.

- a  roda de poesia em praças, com uma música para convidar

- o livro tem que ter vendedor, não distribuidor

- comunidades do orkut podem ser bom ponto de visibilidade

Entreguei-o no aeroporto com uma garrafa da cerveja preta da Colorado, nossa cerveja local, para sua apreciação e especial lembrança de nossa terra, já que a gente nem teve a sorte de encontrar com o Sócrates.