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feiradolivro2009


 
 

Mulheres de Hollanda

As Mulheres de Hollanda

  Meninos eu vi. Vi um grupo de mulheres transfiguradas em beleza pela música de Chico Buarque.

  Belíssimos arranjos vocais com trabalho de palco e cenografia.

  Algo de arrepiar, e reverenciar de joelhos, olhos molhados.

  Coisa de paixão e crença. Acontece com quem se deixa levar pelo barco da emoção.

  Umas “lindas” estas Mulheres de Holanda.



Escrito por Eliane Ratier às 20h35
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Ricardo Silvestrin

Eliane e Ricardo Silvestrin

 

Ser a madrinha de Ricardo Silvestrin, durante a Feira do Livro, foi um privilégio.

Ricardo é jovem, e quando falo isso tenho pudores, pois somos da mesma idade, e igualmente jovens nas idéias, nas falas, nas inquietações, no entusiasmo, nas experimentações.

Diferimos em alguns gostos, ele gosta de futebol e cerveja preta, eu prefiro cerveja clara e moda.

Ricardo é de Porto Alegre e passou pela maratona de acordar às 5 da manhã, pegar vôo às 7, chegar em SP às 8, esperar até às 11 para embarcar para Ribs e desembarcar na Feira do Livro de Ribeirão Preto, recepcionado pelo infalível calor da terrinha.

Ele escreve poesia para adultos e crianças, escreve em jornais, e recém lançou de livro de contos “Play”, além de tocar, cantar, compor para a sua banda estradeira, “Os PoETs”, e manter um programa de rádio e cadeira de professor na universidade.

Ricardo não gosta muito que se referencie sua proximidade com a publicidade, onde trabalhava oficialmente, até bem pouco tempo, o que eu entendo, também tenho um lado que acho que não combina com a função, mas a influência em sua obra é inegável.

Seus poemas são sintéticos, de títulos convidativos, sua fala é direta, ah, e há haicais, há humor.

Com ele tive a segunda aula de prática literária, ali no calçadão da Álvares Cabral, em frente ao Pingüim, baseado em seus comentários sobre meu trabalho. Um luxo!

Em sua palestra contou de sua trajetória e estratégias que podem ser um caminho interessante e que interessou, principalmente a turma dos autores locais, que levantou as orelhas e prestou atenção nas idéias e possibilidades.

De sua fala:

- eu- linguagem do namorado

- tu- propaganda

- ele – fala de alguma coisa

- criar é fazer algo estranho

-poesia na fala, na escrita, no desenho da palavra

- letra de música combina com a música, feita para ser cantada.

- a  roda de poesia em praças, com uma música para convidar

- o livro tem que ter vendedor, não distribuidor

- comunidades do orkut podem ser bom ponto de visibilidade

Entreguei-o no aeroporto com uma garrafa da cerveja preta da Colorado, nossa cerveja local, para sua apreciação e especial lembrança de nossa terra, já que a gente nem teve a sorte de encontrar com o Sócrates.

 



Escrito por Eliane Ratier às 15h59
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Adriana Calcanhoto

Adriana Calcanhoto

Ai, gente, pouco vi de Adriana, um poético ponto vermelho se movendo no palco imenso, mas suas músicas sei de cor, e a voz limpa e clara soou por dentro.

Muita gente, como em todos os shows, sempre.

Fui pra casa e rodei o disco.



Escrito por Eliane Ratier às 20h48
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Chope no Pinguim

Eliane e Ricardo Silvestrin, no Pinguim

Olha gente, todo mundo queria, e haja fila!

Todo mundo que visita Ribeirão tem em seu imaginário o chope do Pinguim.

E ali, no Pingüim velho, de pé no balcão, ou do outro lado da rua, disputando uma mesa quase à tapa, ou usando de subterfúgios politicamente incorretos, mas totalmente pertinentes, tipo sentar com conhecidos e até desconhecidos para garantir a mesa assim que se fossem, é que vivemos bons e inesquecíveis momentos.

Roda de escritores, entrevistas, lições de literatura, oficinas de poesia, lágrimas de despedida, perfume de saudade, camarote da feira, música, música, música e alegria, o abençoado almoço, gente nova, gente velha, gente bonita, gente importante, gente do povo, não menos importante, e amigos, novos e velhos, reencontrados e recém feitos.

O chope? Foi o tempero.



Escrito por Eliane Ratier às 18h24
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Bia Mestriner

Galeno Amorim, patrono da Feira do Livro 2009, sentado no chão durante o show de Bia Mestriner

Bia é gente

Bia é música, bossa e suingue

Bia é vírus que contamina a alma, balança quadris e sacode a poeira

Bia entra pelo ouvido e vira sorriso

Bia Mestriner, casa lotada, na Feira do Livro

 



Escrito por Eliane Ratier às 17h58
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Wisnick e Celso Sim

Wisnick e Celso Sim

Eliane e Celso Sim

 Wisnick e Celso Sim, são atrações mais que bem vindas na Feira.

 Vi-os no show do ano passado, vi-os este ano, e se vierem , verei-os  no próximo.

 Seu show é de excelência , sua performance de entrega, seu fazer de crença.

 Wisnick e Celso trazem a poesia musical, em letras delicadas e arranjos que nos inspiram e enlevam.

  Perpetuei suas presenças na posse e uso de dois cds.

 Por obra do acaso e presente do destino, pude participar de  uma entrevista que o Celso deu  para  a Helô , do Jornal Metrópole.

  Foi quase uma hora de exclusivo encantamento.

 Celso Sim se apresenta com a sensualidade de quem tem prazer com o que faz, nos fazendo seus cúmplices no momento.

  Achava-o menino, mas de perto , ele é gente grande,  despontam-lhe cabelos grisalhos na fronte.

 

 Para Celso, digo sim, saudades e volte logo.



Escrito por Eliane Ratier às 21h41
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Tempo do Livro

Tempo do Livro

Alfredo Rosseti, Lucas Arantes e Gesmar Nunes, no Tempo do Livro

  Gente, o Tempo do Livro, sob a batuta de nosso incansável Lucas Arantes, foi , como sempre, um sucesso. Instalou-se aqui, instalou-se lá, fugiu das intempéries, e acabou , com guarda-sol e tudo, dentro do estande dos autores locais, onde teve até cadeira para a platéia. Teve poeta da terra , teve poeta de outras terras, teve poeta da lua, teve ator e cantor, e teve o povo da rua,  que usou do microfone para dizer com palavras emprestadas, dos livros espalhados pelo chão, o que lhes ia na alma. Foi uma delícia . Foi uma loucura. Teve gente que ficou contaminado, teve gente que ficou fã tasiado, extasiado e chora até hoje o sumiço repentino deste palco.

Tempo do Livro, queremos sempre, queremos mais



Escrito por Eliane Ratier às 17h53
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Prêmios e comendas

Meninos, não conheci os ganhadores dos prêmios da feira, e nem o trabalho deles que gostaria de ver, é bom saber o que faz um vencedor.

Mas tivemos muitas premiações para os autores locais e uma delas foi do livro da Elisa Alderami, “Flores do Meu Jardim”. Ela estava radiante.

Beijo em Elisa.



Escrito por Eliane Ratier às 17h50
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Mimos de Papel

Mimos de Papel

    Este é o nome de meu mais novo lançamento, ficou pronto aos 48 minutos do segundo tempo, quase que não. Os primeiros kits foram montados no carro, no estacionamento improvisado do terreno baldio da rua Mariana Junqueira e carregados junto com as inúmeras sacolas que achava necessário ter comigo.

 Mimos é um trabalho primoroso realizado pela Ecopapel do Edson e da Sandra de Bonfim Paulista.

Deixo aqui a apresentação do trabalho:

 

Mimos de Papel

 

     Poemas de Eliane Ratier, com espaço em branco para sua escrita, meditação e comentários; em bloco de papel reciclado, com detalhes em papel artesanal, respeitando o meio ambiente; picotado para que você possa destacar e guardar, ou mandar pelo correio, redescobrindo o encanto das cartas.

 

Mimos: pequenos e delicados presentes;

             inutilidades que trazem alegria;

             bobagens necessárias;

              agrados.

 quem se interessar e quiser conhecer o trabalho ou adquiri-lo, é só entrar em contato comigo, ainda não consegui colocá-lo em pontos de venda



Escrito por Eliane Ratier às 08h50
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Milton Hatoum

 

Milton Hatoum- uma presença branda e simpática

Eliane e Milton Hatoum

 

 Milton Hatoum, amazonense do mundo, mas que como bom filho à casa torna, enchendo seus textos com referências à  Manaus.

  Acabo de ler Duas Cidades, uma prosa limpa, com inesperada poesia e algo mágica.

De sua fala na Feira do livro, guardo aqui:

 -a relação com a escrita é passional, um caso de amor com todas as conseqüências.

- a literatura não pode explicar tudo, ela coloca questões que deve-se deixar inconclusas

- como arquiteto de formação concebe o romance como estrutura

- a questão da solidão no mundo da escrita em contraponto ao mundo que acontece lá fora

- escrever é um esforço para mim, mas não um sacrifício

- faço textos que não sei a que gênero pertencem, se são contos, relatos...

- Quando termina um livro , você não quer mais saber do livro, e depois de revolve-lo, começo à odiar o livro.

 



Escrito por Eliane Ratier às 18h26
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Os encontros

Os inúmeros encontros

  A Feira é um festival de encontros.  Tem gente que só vejo lá, e tem gente que me surpreende positivamente por estar lá. Tem gente que vira parceiro por uma tarde, quando dividimos a mesma sala de palestra, o mesmo assunto, o mesmo autor. Tem os amigos das filas, e aqueles que não conseguem entrar no evento lotado, estes são os amigos solidários na dor. Tem aquele figurão que vira fotógrafo oficial, e aquela figurinha carimbada de toda primeira fila. Tem gente da cidade, de fora, de loooonnngeeee, de nunca mais talvez. Tem aquele desconhecido que te faz de confidente do seu mais intimo sonho, e aquele de casa, de todo dia, que nem dá as caras.

 Enfim, nunca se fica sozinho, ao contrário, os encontros te recheiam de amigos.



Escrito por Eliane Ratier às 12h12
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autores locais

O sucesso da identificação dos autores locais

 

Mara Senna, Toledo, Eliane, Nicolas Guto, Regina Batista

Deu trabalho, deu muito trabalho, e confesso que ainda há pendências, mas me deu muito prazer ver os colegas usando a camiseta cheia de auspiciosos amarelinhos.

Confesso que , se dependesse de incentivo, teria desistido antes mesmo de começar.

As autoridades, os patrocinadores e apoiadores, também receberam a camiseta e um agradecimento especial em nome dos artistas locais.

 

Maris Ester, Isabel de Farias, presidente da Fundação Feira do Livro, Eliane e Mara Senna, na entrega das lembranças às autoridades.

 Reproduzo aqui a carta que acompanhou cada camiseta e echarpe e mais uma vez agradeço a adesão maciça do grupo e o maravilhoso acolhimento.

Caros irmãos nas letras ( como diz nosso amigo Alfredo),

 

    É com grande satisfação que vos entrego o fruto de um sonho acalentado por um breve ano.

    Quando nos vi aqui reunidos, no belo estande preparado para nós, escritores de Ribeirão Preto e região, durante a feira do livro de 2008, senti como se estivesse em minha própria casa, cercada de amigos, à receber convidados. Senti-me como numa festa e achei que, como somos numerosos, poderíamos ter uma identificação que nos legitimasse como anfitriões.

    Deste modo lancei a idéia junto aos organizadores e ela floresceu na forma de uma camiseta, gentilmente patrocinada pela Vivo, e de um echarpe, patrocinado pelas livrarias Paraler e pela Fundação Palavra Mágica e que agora vocês tem em mãos, para seu uso durante a feira.

    Vestir, literalmente, a camisa dos Autores Locais, é um ato de valorização da nossa própria produção, tornando visível e reconhecível o autor por onde ele passe, seja no estande, nas palestras, na circulação da feira, nas filas de autógrafos.

   Espero que vocês se sintam felizes em fazer parte desta família.

    Com todo o carinho,

 

                                         Eliane Ratier

                                   Junho de 2009- Feira do Livro de Ribeirão Preto.

 



Escrito por Eliane Ratier às 19h40
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Tita Parra

 

Tita Parra e a abertura

  Meninos!

    Vânia Lucas e Mário Feres fizeram muito bem as honras da casa. São bons e encantadores. Mas, quando Tita Parra apareceu no palco, trazendo consigo todo aquele perfume étnico do final dos 80, é que a platéia realmente se encantou, e voltou no tempo e no espaço, para ouvir na voz doce de Tita, as músicas feitas pela avó, Violeta Parra, cantadas por Mercedes Sossa e incansávelmente repetidas por nós. Gracias à la vida!



Escrito por Eliane Ratier às 21h35
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Conhecer para cuidar

 Hoje , 03 de abril, no caderno de turismo da folha de sp, há notícia da inauguração de um prédio na Holanda, que tem como formato externo um corpo humano, e que abriga em seu interior uma simulação do mesmo visto por dentro, além de vídeos e outras mídias educativas. Inquirido sobre o objetivo de tão grandiosa obra, seu criador afirma que busca incentivar, principalmente as crianças, a conhecer melhor o corpo humano e desta forma cuidar melhor dele.

  Que tal conhecer melhor esta maravilhosa máquina que é o nosso corpo e sobre a qual desconhecemos mais do que sabemos?

  Se você se interessar por dicas de saúde visite o blog http:tia.dentista.zip.net



Escrito por Eliane Ratier às 11h38
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Habilidades

Alunos do ensino médio de escolas públicas representarão o Brasil em encontro da ONU.

Segundo a Folha de São Paulo de 04 de março, o alunos foram escolhidos por apresentarem os melhores trabalhos sobre os temas propostos, por seu desempenho na língua inglesa e sua capacidade de relacionamento e comunicação.

Este é mais um reforço ao pensamento de que a escola precisa desenvolver, nos alunos, habilidades outras além das acadêmicas.

Sociabilidade e capacidade de comunicação requerem convivência e liberdade, que podem ser praticadas em aulas de artes e educação física, debates, trabalhos em grupo, ou mesmo no ato de organizar e participar das festas comemorativas de datas especiais nas próprias escolas. É uma pena que estas atividades ainda sejam encaradas, por grande parte do corpo docente, como perda de tempo.



Escrito por Eliane Ratier às 18h55
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