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saraus Paraler
Sarau Sertanejo 
Américo, Nando Reis, Zéluiz, Eliane, Donizeti e Mônica, os artistas da noite- tem mais fotos no orkut, Eliane Ratier O sarau foi prá lá di bom. Américo, Zéluiz, Nando e Donizeti, o povo de Sertãozinho, são ótimos e Mônica Benedini, é encantadora com seu violão e sua vontade e verdade ao cantar. Os poetas marcaram presença, e Jair Yanni, esta nossa pluriartista, nos brindou com casos, causos, história e poesia de Catullo da Paixão Cearense. Pena que não era mato, pena que não tinha lua, mas os violões choraram e a poesia cantou o sentir humano em estado rústico, estado puro. Viva! Texto de abertura do sarau Nesta terra tem palmeiras( lamentavelmente nem todas as originais), onde cantam os sabiás. Nesta terra tem chope gelado, atração turística em demolição num desrespeito á nossa memória afetiva( estão demolindo o Pingüim original em prol de uma sapataria, mas providencialmente resgatam a história dando uso moderno à antiga cervejaria, sabem que vai ser construído um shopping na antiga fábrica da Antártica e que a reforma dos estúdios Kaiser está de vento em popa?) Nesta terra tem escolas e universidades, referências internacionais, assentadas sobre antigas fazendas de café, nossa quase extinta riqueza. Nesta terra tem teatro, casarões, shoppings, prédios luxuosos, hotéis, construídos pela e para a agroindústria. Nesta terra tem o gosto pelo campo, lazer e trabalho, modo de vida. E é do campo, do sertão, da lua, dos causos de ontem e de hoje que vamos falar agora. Nada de novo sob o sol. Monteiro Lobato, nos primórdios do século passado, sabiamente usou o Jeca Tatu, o caipira que todos somos para falar de política e saúde, ainda encanta nossa infância com Reinações de Narizinho, a menina que mora no sítio á receber o primo da cidade, lições de diversidade, troca de saberes, como deve ser apesar da globalização. A diversidade é que enriquece uma cultura. João Guimarães Rosa, reinventando o linguajar, dando letras à voz popular. Catullo da Paixão Cearense adentrando a academia de letras, de posse do profano violão, sendo reconhecido no exterior, antes de ser aceito em casa. Patativa do Assaré, o cordelista que virou livro, e habita bibliotecas, com a lírica popular Manoel de Barros, nosso contemporâneo dando graça ao tema rural de sua meninice, de seu viver. Adélia Prado, em sua mineirice, Cora Coralina e seus rios e pedras. Thiago de Mello, cujo sertão é a floresta. Todos, de alguma forma, sertanejos, como agora somos. Afinal, é no campo, que as noites tem mais estrelas, que o ar tem o perfume das flores, que as violas choram acompanhadas pelos grilos, que o regato corre cantante, que a terra se faz úmida sob os pés descalços, que a rede balança preguiçosa, que o tempo corre lento e certo, desprezando os relógios, num convite de calma para sonhar, viver, namorar. Tudo do jeitim que o poeta gosta! Eliane Ratier, para o sarau sertanejo da Paraler, novembro de 2009 E para comemorar, um Manoel de Barros para voces, com meus beijos enluarados de sertão Sonata ao luar- "Sombra Boa não tinha e-mail. Escreveu um bilhete: 'Maria me espera debaixo do ingazeiro quando a lua tiver arta.' Amarrou o bilhete no pescoço do cachorro e atiçou: - Vai, Ramela, passa! Ramela alcançou a cozinha num átimo. Maria leu e sorriu. Quando a lua ficou arta Maria estava. E o amor se fez sob um luar sem defeito de abril." . Manoel de Barros
Escrito por Eliane Ratier às 16h48
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Ano da França no Brasil, texto de abertura do sarau
França- por Eliane Ratier para o sarau Paraler, 14 de setembro de 2009 Mostrar a influência da cultura francesa no Brasil é tarefa gigantesca. Não fomos descobertos pelos franceses. Embora a liberalidade sexual seja à eles atribuída, andávamos na época do descobrimento (será que vem daí o termo?) bem mais despidos e despudorados, além de diariamente banhados, o que não é um hábito, digamos, muito francês. Nem colonizados por eles, mesmo que tenhamos incorporado vários de seus vocábulos na nossa língua, termos adotado o uso e cobiça de seus perfumes, termos nos submetido à sua ditadura da moda e degustemos com prazer pratos de sua cozinha. Sofremos apenas umas passageiras invasõesinhas militares, no Rio de Janeiro e no Nordeste, em épocas longínquas. Um ou outro imigrante , apareceu mais tarde, com sua habilidade específica, chef, modista, coiffeur, madames, e cocotes. Mas o fato é que sua cultura e costumes estão embrenhados nos nossos mais corriqueiros atos Comer pão francês, ainda que à brasileira como lamenta o Olivier Ankier, é nossa rotina matutina e se der sorte, pode ter até um croissant. Escolher o traje para a festa de debutantes, que traz no convite, um RSVP, e pede traje habiller, nos coloca numa sinuca de bico. Salto alto, invenção da monarquia francesa, é obrigatório; lingerie certa; saia godê de crepe madame, evasê de patou de seda, gola roulê em liganete. Echarpe é démodé? E na dita festa , tome champanhe e patê. Se for comer fora, num restaurante, será recebida pelo maitre, sentará à mesa já posta, com um sem fim de copos e talheres, chamará o garçon, pedirá o menu, a sugestão do chef, a indicação do vinho pelo sommelier, dispensará o couvert, dará uma olhada no buffet, ou resolverá pedir à la carte, um filet au poivre, com champignon, à chateaubriand, com maionese, e de sobremesa mousse, torta, crepe. Viu? Falou francês o dia inteiro, e ainda não acabou, chame um táxi e dê o endereço ao chofer: - Onde vamos? - Campos Elíseos, por favor. Até bem pouco tempo atrás, o francês era a segunda língua ensinada nas escolas, hoje é o inglês. O chique era falar francês, e penso que ainda é um charme. Recitar poemas na língua sussurante é conquista certa do amante, mesmo que ele não entenda muito mais do que o “mon amour”. Agora, se você resolver fazer umas aulinhas de balé, minha amiga,garanto-lhe que é o mais árduo embora prazeroso, curso de francês da atualidade. O francês é a língua oficial do balé, pliê, por de brace, elevé, entourné, pás de bourrer, glissade, arabesque, tandu, degagé, sault de cheval, pás de chat, devant, derriére, sissone, unfacé, pas de deux, ufa!, etc... Dia seguinte você me conta. Mas, ao contrário do que possamos pensar, esta cultura não nos foi imposta, nós e´que a estamos à buscar através das sucessivas invasões que fazemos desde o século 19 ,quando os filhos dos abastados eram para lá mandados para estudar, e traziam alem do diploma o gosto pelo absinto, saudade da boemia, dos cabarés, e olheiras até os pés. Até hoje, se podemos, fazemos como Danuza Leão e Fernando Henrique Cardoso fazem, quando precisam respirar ares mais civilizados, escolhemos Paris, berço de pensadores, ícone da liberdade, convite ao amor, em forma de cidade. Paris é a cidade romântica do nosso imaginário coletivo: a torre Eiffel, o bateau mouche no Sena, mesinhas nas calçadas dos cafés. Museus, castelos, jardins, nobres e trovadores, são parte da história e de estórias de nossa infância. Em contra partida, a França tem recebido, nutrido culturalmente, e apreciado, muitos de nossos artistas . A música brasileira é ouvida por toda parte. Bossa Nova, tribalistas, seu Jorge, nas Galerias Lafayette. Há brasileiros no Louvre. O Brasil esta lá, a França está aqui.
Escrito por Eliane Ratier às 21h22
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Sarau da França Meninos, ontem, 14 de setembro de 2009, realizamos o sarau da Paraler, desta vez em comemoração ao ano da França no Brasil. A lembrança partiu do Henrique, do marketing da Paraler e eu embarquei na onda, e como não? Com toda esta influência francesa me rodeando, à começar pelo nome! Não imaginei que a adesão e participação fossem ser tão grandes, à ponto de sobrar pouco tempo para a parte literária, por conta da parte musical. Tudo começou quando a Mara me sugeriu que convidasse a Alcione Menegaz, uma cantora e tanto, para participar. Logo no primeiro encontro, no café da livraria, ela nos revelou que cantaria o hino frances, acompanhada do marido, Francis Monteiro, o que foi a arrepiante abertura do nosso sarau. Ficamos desejosos de ser revolucionários e pegar em armas em favor da arte, e isto foi só o começo. Alcione desfilou seu repertório pela música francesa, arregimentando o coro da platéia, e cantando em inglês, ' I love Paris in the summer....", ouviram daí? Logo depois, ao responder, por email, um recado do Gustavo Molinari, perguntei se ele gostaria de participar. Ele prontamente me respondeu com seu entusiasmo e disposição peculiar: Vou eu e a Cristina Modé, vamos fazer as canções eruditas e trechos de ópera. Meu Deus! Que maravilha! E assim abordamos a riqueza musical francesa. Juro, Gustavo Molinari, Cristina Modé, e o indescritível Jean William, que de visita virou atração, nos deixaram, à todos, olhos molhados, coração em festa, flutuando à um palmo do chão, perdidos em devaneios, em algum antigo salão do século 19. Jean William, este abusado, cantou até de dentro do recinto do café, respondendo ao chamado de Cristina : " Sansão", "Dalila". Ele pode, ele deve. Ah, e o Gustavo levou o piano!! Bom, quando achei que a festa estava completa, falei com a minha amiga Tereca, pedindo um contato com o pessoal da escola de frances, onde ela estuda, e naõ é que a danadinha, me deu foi um baita presente? Ela convidou Eula Halack, que tem um trabalho super bom de resgate das cantoras do rádio, junto ao shopping Santa Ùrsula, entre outras coisas, junto com o Luiz Alberto Cipriano, um virtuose no violão, para estarem conosco no sarau, apresentando seu novo trabalho sobre o ícone da música francesa, Edith Piaff. Bem, depois que me recuperei do susto, quase tive um surto. Quantas estrelas! Que maravilhosa noite seria! E foi! Eula incorporou Piaff , miúda como ela, e nos brindou com as músicas eternas, Padam, La vie en Rose, Le Acordeoniste. Foi uma ocasião única. Quem viu viveu. Confesso que fiquei meio atrapalhada, esqueci de dizer meu nome e de explicar meu figurino, fazendo referências à Chanel e Yves Saint Laurent, tudo falso , fake, como a própria Chanel defendia: " o que me importa é o brilho do diamante, naõ o valor dele". Mas quero registrar aqui a magia do momento, quando ao final do sarau, Gustavo voltou á tocar, com o Cipriano virando as páginas da partitura, Cristina e Jean, cantando, numa felicidade de encontro. Encontro dos que se gostam e gostam do que fazem. Mágica se faz assim, com emoção, com crença, com amor. Junto ás músicas, ouvimos um poema de Victor Hugo, na voz de Mara Senna. Nelly levou seu quadro retrantando o Ronaldo( jogador) e a torre Eiffel, ela pinta bem!, e levou também uma amiga de longa data, para recitar em português e francês. Dona Vera Gaetani, levou seu livro de poemas escrito em frances. Foi acompanhada da professora Noêmia, que os leu com sua pronúncia espetacular. Cristiane Bezerra falou um pouquinho sobre Saint Exuperý, e nos mostrou um seu poema em homenagem ao autor do Pequeno Príncipe, que passava em filme no vídeo, como pano de fundo inspirador para o sarau. Até o Toledo disse seu poema! Foi uma noite memorável! Mas nada disso seria possível sem a gentileza da Maylene em ceder o espaço da livraria para o sarau, nem sem a presença do público, amigos, conhecidos, desconhecidos, irmanados, fazendo deste evento uma festa. À todos , meu muito obrigada. Faço um agradecimento especial ao meu marido, Gilberto, que fotografou o evento. As fotos estão no orkut Eliane Ratier.
Escrito por Eliane Ratier às 18h44
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Música de balé
É isso aí, gente. A música de balé, que escuto desde os 4 anos, é a responsável pelo início do meu gosto pela música clássica.
A música das aulas é ritmada e tocada ao piano, hoje nas caixas de som, outrora ao vivo. É, tinha um piano e um pianista na sala de balé, quem viveu viu. Os exercícios se encaixam na música e geralmente quando ela toca, a gente já sabe o que vai fazer.
Saía da aula cantando e mexendo os pés pelas calçadas, contando alto os " um, dois, tres, quatro", parando de repente para revisar na cabeça alguma parte perdida da coreografia.
Vai ver que é por isso que quando vou a concertos, ouço a música e vejo dança em minha mente, uma dança inédita, se não vi alguma versão dançada, ou a que aprendi a dançar ou vi em alguma apresentaçaõ, usando o tema musical.
A música de balé tem tocado na minha cabeça pois voltei ás aulas e repito exercícios que não fazia desde os meus 10 anos e comportamentos idem, cantarolando e marcando os passos no caminho de volta.
Beijos nos meus mestres queridos:Ana Pola, Luciane,Márcio
ps: algumas músicas tem versão definitiva na minha cabeça, como o quebra nozes de Tchaikowsky, onde a dança oriental foi minha estréia no balé, num palco montado na beira da piscina do SESC, nos idos sessenta e tantos, a fada açucarada de Luciane, a valsa das flores num traje azul, que dancei aos 9 anos,Come fly with me,um tapete mágico chamado Yoshi, Summertime, num balé do Ricardo, de maiôs em preto e branco, e por aí vai.
ps2: este texto teve informações técnicas corrigidas depois de um sutil e bem vindo puxão de orelha de Ricardo
Escrito por Eliane Ratier às 22h38
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Luis Melodia, Milton Nascimento, Fernanda Takai, Zeca Baleiro
Olá amigos, minha cabeça anda fervilhante com tantos sons diferentes, alguns reconhecíveis, outros saudosos e outros inéditos, portanto na confusão dos sons, nada toca exclusivo, tudo se mistura zoante.
- Luis Melodia- veio sambista e agradável, mas tenho saudade é do negro gato, da sensualidade das músicas de boate, luz baixa à escorrer na pele negra, luzidia e brilhante.
- Milton Nascimento- queria-o novo, e vejo-o mineiramente parado sobre seus sucessos, na eternidade de sua voz potente e única.
- Fernanda Takai- a menina super poderosa- tão menina na aparência, á dominar palco e platéia na voz doce e pequena. Cantando Nara Leão, me fez saudades da original, me fez saudades dos bailes adolescentes, me fez saudade de ombros cheirando à Azarrô. Soltou-se no rock que é sua praia, e brindou-nos com as possibilidades do jazz e swing americanos, invadidos pelas nossas palavras brasileiras.
- Zeca Baleiro- novo som na poderosa voz, uma festa de ritmos e estilos, nada fica de fora, pena que não percebi as letras, que segundo os entendidos, são "cabeça", e que 10, entre 10 universitários, curtem em unanimidade.
Tudo isso tem rolado nos shows da Feira do Livro, ainda verei Arnaldo Antunes, outros viram, e dançaram, Demônios da Garôa, e outros ainda aproveitarão Guilherme Arantes, Renato Teixeira e Rolando Boldrin.
Quanto ao que toca na sua cabeça, bem, Talita diz que toca a primeira música que ouve no dia, então ela torce para que seja uma boa.
Beijos estaladamente sonoros.
Escrito por Eliane Ratier às 08h02
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nova categoria
Sabe gente, aquela musiquinha que toca em sua cabeça?Às vezes você nem gosta dela, mas ela gruda em você, e você anda no seu ritmo e quando abre a boca ela sai cantarolante.
Pois é , ando impregnada pela música, que eu amei, da dança circular. Ela me remete à um vôo, à àgua, e tem como que movimento de Tai Chi, humm, não sei o nome, só sei que ela toca e me dá uma saudade da roda de dança. Beijos para meus amigos dançantes.
Digam-me o que toca aí em suas cacholas balançantes.
Escrito por Eliane Ratier às 19h21
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